terça-feira, 7 de janeiro de 2014

Introdução aos "Ensaios Espiritualísticos"



 

"Na primeira parte, Consagrados a Deus, refere-se aquelas pessoas que tem o chamado de Deus e ainda não sabem como agir, e para isso propõe um caminho, composto por seis passos, que corresponderão aos seis capítulos. No primeiro capítulo será tratado o próprio chamado e como ele se manifesta na vida dos escolhidos. O segundo capítulo abordará a conduta do escolhido, valorizando alguns comportamentos que todo eleito deve ter. No terceiro capítulo salienta-se a importância de uma vida de oração para todo aquele que possui o chamado. O quarto capítulo trata sobre a existência dos vários dons ministeriais. No quinto capítulo, surgem as dificuldades, que irão apresentar ao escolhido que o mesmo deve ser perseverante ao enfrentar os desafios próprios do caminho. O último capítulo mostra como é gratificante a vida de todo aquele que serve ao Onipotente.
Na segunda parte estão alguns artigos religiosos que tratam sobre a fé em Deus e o arrependimento e que foram publicados no site http://www.msevangelico.com.br." (Sinopse elaborada pela autora, em 2003)

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O livro intitulado "Consagrados a Deus" e a série de artigos que acompanham estes Ensaios Espiritualísticos foram escritos no transcorrer  do ano de 2003, quando inspirada pela busca espiritual do momento, a autora entregou-se à reflexão sobre o Cristianismo. Passados mais de dez anos, a abordagem religiosa da autora mudou seu foco, por meio das diversas experimentações com outras doutrinas como o estudo das crenças orientais, de seitas secretas, do paganismo até culminar no posicionamento atual da autora, enquanto livre-pensadora, que não se prende a nenhum dogma ou crença, mas sim, no estudo, na análise e reflexão das diversas culturas e formas de credos.
Mesmo os escritos dessa obra não representando o pensamento atual de quem os escreveu, ainda é válida a sua publicação, pois acima de tudo refletem o momento de experimentação de uma doutrina, da busca pessoal da escritora por respostas e os sentimentos que a levaram a se expressar espiritualmente. Embora, para a escritora, sejam considerados textos que mostrem uma parte de sua obra, um determinado período ou fase a qual ela não mais se alicerça, ainda sim não deixam de ser significativos, representando a metáfora que é a procura do ser humano por algo que justifique a sua existência e seus anseios, bem como a compreensão dos elementos da fé cristã.
Portanto, a obra pode ser lida sobre dois viés: o da religiosidade, através de uma obra que pretende chamar a atenção das pessoas que se sintam vocacionadas para trabalhar em prol do Cristianismo e que queiram refletir em cima de excertos bíblicos; e também o literário, que analisa as referências do texto, a maneira como foi elaborado e as influências estilísticas da autora, bem como os aspectos psicológicos e sociais ali presentes. Cabe a cada um que ler determinar com que olhos e com qual mentalidade se debruçará na leitura destes ensaios, o importante é que o faça livre de pré-conceitos.
Ana Claudia Brida
Dourados, 08 de Janeiro de 2014.


CAPÍTULO I - Consagrados a Deus



O Chamado de Deus

 

Consagrados a Deus refere-se aquelas pessoas pelo Senhor convocadas para colaborar com a obra divina, mas antes de qualquer coisa, é necessário dizer que Deus jamais faz acepção de pessoas, pois recebe-as todas de braços abertos quando estas Lhe procuram e nunca deixa de amá-las; tão supremo é Seu amor e benignidade que entregou Seu Filho Unigênito para remissão de pecados e salvação dos homens.
Acontece que Deus escolhe aqueles que servirão para conduzir as outras amadas ovelhas do rebanho. E um dos exemplos mais belos desse chamado, é a história de João Batista. Baseando-nos nos relatos do evangelista Lucas vemos que o Senhor enviou um anjo à Zacarias para informar-lhe que receberia uma grande benção:
Mas o anjo lhe disse: Zacarias, não temas, porque a tua oração foi ouvida, e Isabel, tua mulher, dará à luz um filho, e lhe porás o nome de João; e terás prazer e alegria, e muitos se alegrarão no seu nascimento, porque será grande diante do Senhor, e não beberá vinho, nem bebida forte, e será cheio do Espírito Santo, já desde o ventre de sua mãe; e converterá muitos dos filhos de Israel ao Senhor seu Deus, e irá adiante dele no espírito e virtude de Elias, para converter os corações dos pais aos filhos, e os rebeldes à prudência dos justos; com o fim de preparar ao Senhor um povo bem disposto.” (Lucas 1:13-7).
No tempo certo, o Senhor atendeu às orações de Zacarias, mas este já avançado em idade, assim como sua esposa, surpreendeu-se e duvidou da palavra recebida, por isso ficou mudo até o nascimento da criança. Naquela época era comum o filho receber o nome do pai, mas o anjo determinara que a criança se chamaria João, nome que vem do hebraico e significa “Deus é gracioso”, podendo ser interpretado também como misericordioso e caridoso segundo o dicionário Larousse, ou seja, é Deus quem dá a graça, e a de João seria preparar o caminho para o Cristo, batizar, transformar o velho homem em nova criatura para receber a salvação. Mas para que ele realizasse essa função deveria ser preparado para a obra, não experimentando os sabores do mundo (não beberá vinho, nem bebida forte), desde jovem doutrinado no Senhor (cheio do Espírito Santo, já desde o ventre de sua mãe) e profetizando sua fé (como o profeta Elias). Veja que benção era a de João Batista, preparar o caminho do Senhor e provar da dor do Cristo, essa era a sua obra, assim como cumprir as ordens de Deus e avisar ao povo era a de Elias!
Ainda em Lucas, capítulo 1, versículo 66 diz: “E a mão do Senhor estava sobre ele”. Devemos, portanto, almejar constantemente a presença de Deus em nossas vidas e andar segundo Suas veredas.
Outro chamado especial é o do apóstolo Paulo, vemos que no início, ele era o maior perseguidor da Igreja: “Assolava a Igreja, entrando pelas casas; e arrastando homens e mulheres, encerrava-os no cárcere” (Atos 8:3) e contribuiu para a morte de Estevão. Ele era um general, homem culto, mas extremamente bruto; e mesmo assim o Senhor tinha um propósito para ele, e o resgatou das trevas, surgindo-lhe numa de suas andanças:
Seguindo ele estrada fora, ao aproximar-se de Damasco, subitamente uma luz do céu brilhou ao seu redor, e, caindo por terra, ouviu uma voz que lhe dizia: Por que me persegues? Ele perguntou: Quem és tu, Senhor? E a resposta foi: Eu sou Jesus, a quem tu persegues”.(Atos 9:3-5)
A glória foi tanta que Paulo esteve sem enxergar durante três dias, daí em diante Deus o usou grandemente.
E desta forma é escolhido todo aquele que Deus chama para Sua obra, é necessário não provar os sabores do mundo e conhecer e acreditar na Palavra de Salvação. Isso não significa que as pessoas assim designadas não tenham sido pecadores ou provados em algum momento da vida, e sim, que a partir do momento em que recebe a ordenação de Deus, deve se abster de qualquer ato pecaminoso e manter um constante espírito de oração.
Vejamos o exemplo da irmã Vilma Laudelino de Souza, autora do livro Escalando o Abismo, onde ela apresenta seu testemunho de vida. Ela não teve a oportunidade, quando jovem de conhecer ao Cristo, e Satanás contribuiu para arruinar muitos anos de sua vida, fazendo-a se envolver do espiritismo á magia negra, ter uma vida toda desregrada, perder alguns entes queridos e até mesmo atentar contra a sua vida; muitas pessoas já cristãs não colaboraram para que ela encontrasse a salvação, pelo contrário, quiseram afundá-la cada vez mais por preconceito. Mas “Deus é misericordioso” e chama, e chamou-a. Não foi preciso intervenção humana, o próprio Cristo se manifestou sobre sua vida e restaurou-a completamente, pois Ele tinha um propósito para a sua vida: “Ele mesmo, meu Rei, Senhor e Amigo, foi me encaminhando para servi-lo nos lugares certos, no centro de sua vontade perfeita”. Hoje Vilma atua como missionária, apresentando seu testemunho, o que uma vida de pecados leva uma pessoa a fazer e o que Deus faz por nós.
No caso da missionária irlandesa Amy foi diferente, desde pequena Deus a separou dos demais (João separou-se dos outros e foi habitar no deserto para se preparar), e criança ainda, teve toda uma vida consagrada a Deus. Trabalhou na Índia durante 37 anos sem parar, cuidando das crianças, e colaborou para a criação de uma lei que proibia a venda de crianças. Construiu muitos albergues, orfanatos e igrejas e depois disso tudo, ela sofreu um acidente e fraturou gravemente a perna, foi a única forma que o Senhor encontrou para detê-la um pouco, segundo suas próprias palavras, e por meio deste fato ela pôde encontrar tempo para relatar todo o seu testemunho de uma vida dedicada a obra de Deus.
Essas duas mulheres têm algo em comum, ambas receberam o Senhor em suas vidas e participaram de Sua obra, cada uma da forma determinada por Deus. Podemos até mesmo estabelecer um paralelo da seguinte forma:
João Batista – Amy
Paulo – Vilma
João Batista e a missionária Amy, de crianças puderam gozar o privilégio de uma vida consagrada a Deus. Paulo e Vilma, por meio dos pecados chegaram ao Senhor e foram usados grandemente para testemunhar o que o Salvador pode fazer. Cada um desenvolveu seu ministério: João preparou o caminho para Jesus instituindo o batismo; Amy foi responsável pela salvação de muitas crianças numa terra que não era sua; Paulo levou a palavra de Deus aos gentios, e possibilitou que mais pessoas tivessem acesso à salvação; e Vilma levou a palavra de Deus, mostrando a ação divina e o poder de restaurar vidas através do seu exemplo.
Deus tem um plano traçado para todas as pessoas, não importa o que sejam, nem de onde venham. No momento instituído por Ele, arrebanha uma ovelha do meio do rebanho ou busca a perdida e usa-a conforme a Sua magnânima vontade.

CAPÍTULO II - Consagrados a Deus



A Conduta do Escolhido

 

Deus está chamando, mas antes de atendermos devemos nos comprometer em ter uma vida de santidade, de respeito, amor a Deus e ao próximo, e fazendo de nossa vida um exemplo para que outras pessoas possam se espelhar: “Ao observar o vosso honesto comportamento cheio de temor” (1Pedro 3:2).
O primeiro passo para uma vida consagrada a Deus, deu-nos Jesus quando disse:
Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma e de todo o teu espírito. Este é o maior e primeiro mandamento. E o segundo, semelhante a este, é: Amarás teu próximo como a ti mesmo. Nesses dois mandamentos se resumem toda a Lei e os Profetas”.(Mateus 22:37-40).
O próximo passo importante é Paulo que nos revela:
E digo isto, e testifico no Senhor, para que não andeis mais como andam também os outros gentios, na vaidade do seu sentido. Entenebrecidos no entendimento, separados da vida de Deus pela ignorância que há neles, pela dureza do seu coração; os quais havendo perdido todo o sentimento, se entregaram à dissolução, para com avidez cometerem toda a impureza. Mas vós não aprendestes assim com Cristo, se é que O tendes ouvido, e Nele fostes ensinados, como está a verdade em Jesus; que, quanto ao trato passado, vos despojeis do velho homem, que se corrompe pelas concupiscências do engano; e vos renoveis no espírito do vosso sentido; e vos revistais do novo homem, que segundo Deus é criado em verdadeira justiça e santidade.
Pelo que deixai a mentira, e falai a verdade cada um com o seu próximo; porque somos membros uns dos outros. Mesmo em cólera, não pequeis; não se ponha o sol sobre vossa ira. Não deis lugar ao diabo. Aquele que furtava, não furte mais; antes trabalhe, fazendo com as mãos o que é bom, para que tenha de repartir com o que tiver necessidade. Não saia da vossa boca nenhuma palavra torpe, mas só a que for boa para promover a edificação, para que dê graça aos que a ouvem. E não entristeçais o Espírito Santo de Deus, no qual estais selados para o dia da redenção. Toda a amargura, e ira, e cólera, e gritaria, e blasfêmias e toda a malícia seja tirada de entre vós.” (Efésios 4:17-31).
E reforçando a mensagem apostólica vejamos o que diz Ellen White em seu livro O Desejado de Todas as Nações: “Como discípulos de Cristo, não nos misturemos com o mundo por mero gosto do prazer, para unir-nos a eles na tolice. Tais associações só podem trazer prejuízo. Nunca devemos sancionar o pecado por nossas palavras, ou ações, nosso silêncio, ou nossa presença. Aonde quer que formos, devemos levar conosco Jesus, e revelar a outros que precioso é nosso Salvador. Os que buscam esconder a sua religião, porém, ocultando-a dentro de muros de pedra, perdem valiosas oportunidades de fazer bem. Por meio das relações sociais, o cristianismo se põe em contato com o mundo. Todo o que recebeu divina iluminação, deve lançar luz sobre o caminho dos que não conhecem a Luz da vida.”
Quando caminhamos com Cristo verdadeiramente, já não importam as coisas do mundo, as paixões terrenas e tudo o que almejamos é estar imersos na graça e abundância do Supremo Amor; o nosso coração se abre às coisas santas e nossos lábios se abrem para divulgar as maravilhas de Deus.
Por isso, aquele que recebe o chamado de Deus deve seguir estes preceitos, pois Deus o enviará para divulgar Seus feitos e para isso é preciso ter um espírito manso e obediente, aceitando estas verdades bíblicas de todo o coração, alma e espírito como nos diz o Cristo; pois no mundo não há felicidades consistentes, o que existe são momentos de ilusão que futuramente trarão dor, angústia e desespero.
Todo aquele que é chamado para fazer a obra de Deus, não deve de forma alguma deixar seu coração se contaminar com as aparências mundanas, antes porém, deve se resguardar e louvar a Deus por preservá-lo da morte eterna.

CAPÍTULO III - Consagrados a Deus



Vida de Oração

 

Perseverai na oração, vigiando com ações de graças. Suplicai, ao mesmo tempo, também por nós, para que Deus nos abra porta à palavra, a fim de falarmos do mistério de Cristo, pelo qual também estou algemado; para que eu o manifeste, como devo fazer”. (Colossenses 4:2-4)
Quando o apóstolo Paulo escreve esta carta aos Colossenses indica-lhes a importância de uma vida de oração para toda aquele que se compromete com a obra de Deus. E não apenas orando e suplicando por nós mesmos, mas sim, atuando com a intercessão para que outras pessoas que estejam cativas sejam libertadas e para que a palavra de salvação possa chegar a todo ouvido.
Para Stormie O’Martian, em seu livro O Poder da Mulher que Ora, “A oração é a maior dádiva que podemos oferecer a qualquer pessoa. É claro que se alguém precisa de comida, roupas e um lugar para morar, essas necessidades também devem ser supridas. No entanto, ao doar dessa maneira, não podemos deixar de orar por essas pessoas também. As coisas materiais são temporárias, mas as orações que fazemos por outra pessoa podem afetá-la por toda a sua vida”.
Portanto, precisamos ter um compromisso de fé, conversando com o Senhor todo o tempo, orando e permanecendo firmes na palavra.
Quando Isaías profetiza sobre a vinda do Cristo, ele afirma no capítulo 35, versículo 3 para que: “Fortalecei as mãos frouxas e firmai os joelhos vacilantes”, ou seja, para que o povo entre em profundo espírito de oração para interceder pela vinda do Salvador.
Também nós, que já conhecemos o chamado e as posturas que devemos adotar, precisamos perseverar em oração. Não simplesmente fazendo pedidos egoístas ou fúteis, pois hoje em dia, muitas orações estão repletas de vaidade, quando o certo era estar glorificando ao Pai e intercedendo para que toda a palavra seja conhecida pelos povos da Terra.
Muitas vezes não sabemos orar como convém, mas o próprio Cristo nos ensinou como através da oração do Pai Nosso:
Pai nosso, que estás no céu, santificado seja o teu nome; venha o teu reino, faça-se a tua vontade, assim na terra como no céu; o pão nosso de cada dia dá-nos hoje; e perdoa as nossas dívidas, assim como nós temos perdoado aos nossos devedores; e não nos deixes cair em tentação; mas livrá-nos do mal, pois teu é o reino, o poder e a glória para sempre. Amem”.(Mateus 6:9-13).
Mas antes, vamos salientar o seguinte: Não é simplesmente repetir essa oração todos os dias, como se fosse uma ladainha ou algo para ser decorado; não foi este o propósito de Jesus quando a ensinou. O que Ele nos quis mostrar é como nos devemos dirigir ao Pai, e por meio dessa oração deu-nos um esquema de cinco formas de agir:
1.           Sempre que nos dirigimos a Deus devemos primeiramente engrandecê-lo, adorá-lo, mostrar o quanto Ele é importante para nós e afirmar o Seu poder perante nossas vidas, esta primeira parte vemos no versículo 9.
2.           Num segundo momento, entregamos nossa vida ao Criador, para que Ele nos conduza segundo os Seus preceitos, apoderando-se de nossa vida totalmente, tirando todo o egocentrismo e vaidades do nosso coração e nos capacitando, isto está no versículo 10.
3.           Colocamos então com humildade as nossas necessidades perante Deus, despojamo-nos de nossa bagagem e pedimos auxílio Àquele que nos criou e por amor a nós à morte se entregou, eis o verso 11.
4.           Intercedemos agora pela vida de nossos entes e dos nossos inimigos, para que o Senhor coloque em nosso coração o amor genuíno ao próximo e liberte-nos das garras do maligno, versículo 12-3.
5.           Ao fim, agradecemos mais uma vez ao Salvador e reconhecemos que tudo está em Suas mãos, que Ele como Senhor de todas as coisas tem o poder absoluto para intervir em nossas vidas, assim termina o verso 13.
E assim como foi feito, devemos confiar “que, se pedirmos alguma coisa segundo a sua vontade, ele nos ouve. E, se sabemos que ele nos ouve quanto ao que lhe pedimos, estamos certos de que obtemos os pedidos que lhe temos feito”. (1João 5:14-5)
Outra forma de oração que ainda suscita muitas questões é a oração em línguas (ou a linguagem dos anjos, para os católicos carismáticos). Em Efésios, capítulo 6, versículo 18, diz-nos Paulo: “Com toda oração e súplica, orando todo o tempo no Espírito Santo e para isto vigiando com toda a perseverança e súplica por todos os santos” e ainda diz-nos mais: “Dou graças a Deus, que falo em línguas mais do que vós todos”. (1Coríntios 14:18).
Neste caso, é interessante o parecer do Pastor Luciano Subirá em seu livro A Linguagem Sobrenatural de Oração: “A definição costumeira do que é o falar em línguas, é a de que ele é a evidência do batismo no Espírito Santo. Mas isto é limitar o que Deus planejou. Ao olhar para o falar em línguas somente como evidência do batismo no Espírito Santo, estamos perdendo, pois as línguas são muito mais que isto! A promessa de Jesus não termina no dia do batismo no Espírito no dia de Pentecostes, apenas se inicia como uma evidência deste e então se estende a outras áreas como a edificação espiritual”.
Na oração em línguas, mistérios são trocados entre o ser humano e o seu Salvador, como se fosse uma linha direta, um canal de acesso entre o carnal e o espiritual, servindo para a edificação pessoal e coletiva, quando seguida de interpretação. Essa é uma oração gloriosa, aonde apenas o espírito intervém, deixando a mente infrutífera para se concentrar unicamente nesse diálogo de gemidos inexprimíveis. Pois como ainda diz Paulo: “Porque se eu orar em língua, o meu espírito ora”. (1Coríntios 14:14).
Devemos buscar a presença de Deus, orando tanto com o nosso entendimento através da forma que Jesus nos ensinou, como também pedindo a manifestação do Espírito Santo sobre nós, para que sejamos edificados pelo falar em línguas.
Uma vida de oração, não representa que você tenha de ficar 24 horas falando sem parar com Deus (mentalmente, verbalmente ou em línguas), mas sim, que deve procurar sempre encontrar tempo para se prostrar em humildade diante do Senhor, dirigindo-se a ele em espírito de fé e adoração. A sua própria existência pode representar uma vida de oração, quando você costuma sempre agradecer a Deus pelo que tem e pelo que Ele é, andando com mansuetude e obediência à palavra, arrependo-se e não compactuando com o pecado, intercedendo pelas demais pessoas e mostrando pela sua própria conduta uma vida de santidade.