terça-feira, 7 de janeiro de 2014

ARTIGO III - O valor do pecador arrependido



“Então lhes propôs Jesus esta parábola: Qual dentre vós, é o homem que, possuindo cem ovelhas e perdendo uma delas, não deixa no deserto as noventa e nove e vai em busca da que se perdeu, até encontrá-la? Achando-a, põe-na sobre os ombros, cheio de júbilo.
E, indo para casa, reúne os amigos e vizinhos, dizendo-lhes: Alegrai-vos comigo, porque já achei a minha ovelha perdida.
Digo-vos que assim, haverá maior júbilo no céu por um pecador que se arrepende do que por noventa e nove justos que não necessitam de arrependimento.”

Lucas 15:3-7 


“Não possuímos justiça em nós mesmos com a qual possamos satisfazer às exigências da lei de Deus. Mas Cristo nos proveu um meio de escape. Viveu na Terra em meio de provas e tentações como as que nos sobrevêm a nós. Viveu uma vida sem pecado. Morreu por nós, e agora se oferece para nos tirar os pecados e dar-nos Sua justiça. Se nos entregarmos a Ele e O aceitarmos como nosso Salvador, seremos então, por pecaminosa que tenha sido nossa vida, considerados justos por Sua causa. O caráter de Cristo substituirá o nosso caráter, e seremos aceitos diante de Deus exatamente como se não houvéssemos pecado.
Aqui esta a solução. Não importa que tipo de vida tenhamos vivido. Pode haver sido uma vida imoral. Com efeito, todos temos desobedecido a Deus. Portanto, todos necessitamos aceitar a Cristo pela fé para que Ele nos liberte.
Pela fé restabelecemos nosso vínculo como fonte do amor. Graças ao sacrifício de Cristo, Deus perdoa toda a nossa vida passada. Transforma-nos. Dá-nos uma nova maneira de ser. O apóstolo Paulo explica isto dizendo: “Se alguém está em Cristo, é nova criatura; as coisas antigas já passaram; eis que se fizeram novas” (II Coríntios 5:17). Pela fé em Cristo passamos de uma forma de vida para outra. Da vida antiga, na qual estávamos sujeitos a nossas paixões, prisioneiros e impossibilitados de atuar em harmonia com a lei moral, para a nova vida. Nela tudo é feito novo. Inclusive nós mesmos. Somos transformados. Nessa obra de transformação pois houve a intervenção do Espírito Santo.”
(Adapt. VELOSO, Mário. Livre para Amar. 5ªed. São Paulo: Casa Publicadora Brasileira, 1987, p. 69-70.)

Justamente por isso que para o Senhor mais importante é trazer a ovelha perdida e reconciliá-la junto as demais, do que as ovelhas que já O estão seguindo. Não existe vida, não existe prazer, não existe alegria longe de Deus. O dito termo “curtir a vida” está impregnado de hipocrisia, angústia, devassidão e solidão. Pobre das pessoas que vivem nas festas, nos bares, nas farras, na fornicação, no adultério, nas drogas, na idolatria, na ignorância, nas “amizades do mundo”; e não reconhecem que Jesus é o Cristo. Mas ao mesmo tempo, que bênção estas pessoas são quando tornam seus olhos ao Deus e reconhecem seus pecados... Deus é pai, qual pai que não perdoa seus filhos? Deus é amor, é benignidade. Basta lembrar da parábola do filho pródigo, o jovem queria conhecimento, queria saber como eram as coisas longe da casa do seu pai, mas em nenhum momento ele foi “curtir a vida de propósito e depois voltar para ver no que dá”, não, quem foi em sua companhia foi o mal. O mal está no mundo, mas nem sempre o reconhecemos, e quando nos apercebemos ele já destruiu as vidas. E o que Deus faz? Quando Ele vê que nos humilhamos e nos arrependemos acolhe-nos com todo amor, pois agíamos na ignorância e agora passamos a agir na Verdade.
Quantos cristãos, orientados desde cedo que se guardaram, tiveram uma vida “menos” pecaminosa, estão julgando às ovelhas perdidas e reconciliadas? Será que os pecados deles são menores? Eles não estão julgando o próximo? Eles estão insatisfeitos por Deus ter conquistado mais uma alma? (lembra-se da reação do filho mais velho?). Existem até mesmo aqueles cristãos que se rebelam e blasfemam contra Deus ao dizer que “desejariam curtir a vida também, andando no pecado só para depois andar com a cara deslavada falando de Deus”. Isso é abominável!!!
O pecado deste cristão é mil vezes pior do que o outro, que talvez não tenha tido acesso às informações sobre a Fé, sobre Jesus; isso chega a ponto de duvidar do poder de Deus! Antes se já recebemos orientação, devemos agradecer a Deus por isso, devemos nos sentir felizes por termos experimentado desde cedo uma vida de santidade, não devemos desejar andar no pecado e nem julgar a ninguém, pois no Reino dos Céus todos somos iguais. E para que não estejamos nessa tentação horrorosa de desejar experimentar o que sabemos ser mal, devemos orar a Deus muito e muito, pois isso é sinal que precisamos de libertação urgentemente.
Todos precisamos ser transformados, lavados interiormente pelo Espírito Santo e amar ao próximo, segundo grande mandamento, e amor é compreensão, é união e principalmente, é perdão e remissão dos pecados. Tudo o que já foi, não existe mais, foram quebradas as cadeias, não devemos tocar na vida íntima das pessoas, não podemos esfregar na cara da pessoa: “Olha você fez isso, é feio, eu não fiz, eu sei mais!”. Quem diz isso não sabe nada da Palavra de Cristo, na realidade, não sabe nem o que Cristo veio fazer na Terra. Devemos respeitar e poupar todas as pessoas, cada um tem sua história particular e sua relação com Deus, no dia do juízo ninguém responderá por ninguém, cada um de nós estaremos em face do Juiz Supremo e é apenas com Ele que devemos prestar contas, com mais ninguém, nem pai, mãe, esposo, filho, não interessa.
Se você está tendo uma postura incorreta, se você se identificou com o que foi dito, corra para Jesus e prostre-se diante Dele, pois não é apenas você que fica magoado, não são as pessoas que ficam magoadas com você, mas é Deus, que tudo vê!!!
Que Deus abençoe a sua vida!

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