“Então lhes propôs Jesus esta parábola: Qual dentre vós, é o homem que,
possuindo cem ovelhas e perdendo uma delas, não deixa no deserto as noventa e
nove e vai em busca da que se perdeu, até encontrá-la? Achando-a, põe-na sobre
os ombros, cheio de júbilo.
E, indo para casa, reúne os amigos e vizinhos, dizendo-lhes: Alegrai-vos
comigo, porque já achei a minha ovelha perdida.
Digo-vos que assim, haverá maior júbilo no céu por um pecador que se
arrepende do que por noventa e nove justos que não necessitam de
arrependimento.”
Lucas 15:3-7
“Não possuímos justiça em
nós mesmos com a qual possamos satisfazer às exigências da lei de Deus. Mas
Cristo nos proveu um meio de escape. Viveu na Terra em meio de provas e
tentações como as que nos sobrevêm a nós. Viveu uma vida sem pecado. Morreu por
nós, e agora se oferece para nos tirar os pecados e dar-nos Sua justiça. Se nos
entregarmos a Ele e O aceitarmos como nosso Salvador, seremos então, por
pecaminosa que tenha sido nossa vida, considerados justos por Sua causa. O
caráter de Cristo substituirá o nosso caráter, e seremos aceitos diante de Deus
exatamente como se não houvéssemos pecado.
Aqui esta a solução. Não
importa que tipo de vida tenhamos vivido. Pode haver sido uma vida imoral. Com
efeito, todos temos desobedecido a Deus. Portanto, todos necessitamos aceitar a
Cristo pela fé para que Ele nos liberte.
Pela fé restabelecemos
nosso vínculo como fonte do amor. Graças ao sacrifício de Cristo, Deus perdoa
toda a nossa vida passada. Transforma-nos. Dá-nos uma nova maneira de ser. O
apóstolo Paulo explica isto dizendo: “Se
alguém está em Cristo, é nova criatura; as coisas antigas já passaram; eis que
se fizeram novas” (II Coríntios 5:17). Pela fé em Cristo passamos de uma
forma de vida para outra. Da vida antiga, na qual estávamos sujeitos a nossas
paixões, prisioneiros e impossibilitados de atuar em harmonia com a lei moral,
para a nova vida. Nela tudo é feito novo. Inclusive nós mesmos. Somos
transformados. Nessa obra de transformação pois houve a intervenção do Espírito
Santo.”
(Adapt. VELOSO, Mário. Livre para Amar. 5ªed. São Paulo: Casa
Publicadora Brasileira, 1987, p. 69-70.)
Justamente por isso que
para o Senhor mais importante é trazer a ovelha perdida e reconciliá-la junto
as demais, do que as ovelhas que já O estão seguindo. Não existe vida, não
existe prazer, não existe alegria longe de Deus. O dito termo “curtir a vida”
está impregnado de hipocrisia, angústia, devassidão e solidão. Pobre das
pessoas que vivem nas festas, nos bares, nas farras, na fornicação, no
adultério, nas drogas, na idolatria, na ignorância, nas “amizades do mundo”; e
não reconhecem que Jesus é o Cristo. Mas ao mesmo tempo, que bênção estas
pessoas são quando tornam seus olhos ao Deus e reconhecem seus pecados... Deus
é pai, qual pai que não perdoa seus filhos? Deus é amor, é benignidade. Basta
lembrar da parábola do filho pródigo, o jovem queria conhecimento, queria saber
como eram as coisas longe da casa do seu pai, mas em nenhum momento ele foi
“curtir a vida de propósito e depois voltar para ver no que dá”, não, quem foi
em sua companhia foi o mal. O mal está no mundo, mas nem sempre o reconhecemos,
e quando nos apercebemos ele já destruiu as vidas. E o que Deus faz? Quando Ele
vê que nos humilhamos e nos arrependemos acolhe-nos com todo amor, pois agíamos
na ignorância e agora passamos a agir na Verdade.
Quantos cristãos,
orientados desde cedo que se guardaram, tiveram uma vida “menos” pecaminosa,
estão julgando às ovelhas perdidas e reconciliadas? Será que os pecados deles
são menores? Eles não estão julgando o próximo? Eles estão insatisfeitos por
Deus ter conquistado mais uma alma? (lembra-se da reação do filho mais velho?).
Existem até mesmo aqueles cristãos que se rebelam e blasfemam contra Deus ao
dizer que “desejariam curtir a vida também, andando no pecado só para depois
andar com a cara deslavada falando de Deus”. Isso é abominável!!!
O pecado deste cristão é
mil vezes pior do que o outro, que talvez não tenha tido acesso às informações
sobre a Fé, sobre Jesus; isso chega a ponto de duvidar do poder de Deus! Antes
se já recebemos orientação, devemos agradecer a Deus por isso, devemos nos
sentir felizes por termos experimentado desde cedo uma vida de santidade, não
devemos desejar andar no pecado e nem julgar a ninguém, pois no Reino dos Céus
todos somos iguais. E para que não estejamos nessa tentação horrorosa de
desejar experimentar o que sabemos ser mal, devemos orar a Deus muito e muito,
pois isso é sinal que precisamos de libertação urgentemente.
Todos precisamos ser transformados,
lavados interiormente pelo Espírito Santo e amar ao próximo, segundo grande
mandamento, e amor é compreensão, é união e principalmente, é perdão e remissão
dos pecados. Tudo o que já foi, não existe mais, foram quebradas as cadeias,
não devemos tocar na vida íntima das pessoas, não podemos esfregar na cara da
pessoa: “Olha você fez isso, é feio, eu não fiz, eu sei mais!”. Quem diz isso
não sabe nada da Palavra de Cristo, na realidade, não sabe nem o que Cristo
veio fazer na Terra. Devemos respeitar e poupar todas as pessoas, cada um tem
sua história particular e sua relação com Deus, no dia do juízo ninguém
responderá por ninguém, cada um de nós estaremos em face do Juiz Supremo e é
apenas com Ele que devemos prestar contas, com mais ninguém, nem pai, mãe,
esposo, filho, não interessa.
Se você está tendo uma
postura incorreta, se você se identificou com o que foi dito, corra para Jesus
e prostre-se diante Dele, pois não é apenas você que fica magoado, não são as
pessoas que ficam magoadas com você, mas é Deus, que tudo vê!!!
Que Deus abençoe a sua
vida!
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