terça-feira, 7 de janeiro de 2014

ARTIGO IV - Sejamos sábios!



Guarda os preceitos do Senhor, teu Deus; anda em seus caminhos, observa suas leis, seus mandamentos, seus preceitos e seus ensinamentos. [...] Deste modo serás bem sucedido em tudo o que fizeres e em tudo que empreenderes”. I Reis 2:3.

Salomão disse: ‘Vós destes com liberalidade vossa graça ao vosso servo Davi, meu pai, porque ele andou em vossa presença com fidelidade, na justiça e retidão de seu coração para convosco; em virtude dessa grande benevolência, destes-lhe um filho que hoje está sentado no seu trono. [...] Daí, pois, ao vosso servo um coração sábio, capaz de julgar o vosso povo e discernir entre o bem e o mal; pois sem isto, quem poderia julgar o vosso povo, um povo tão numeroso?’. O Senhor agradou-se desta oração, e disse a Salomão: ‘Pois que me fizeste este pedido, e não pediste nem longa vida, nem riqueza, nem a morte de teus inimigos, mas sim inteligência para praticar a justiça, vou satisfazer o teu desejo, dou-te um coração tão sábio e inteligente, como nunca houve outro igual antes de ti e nem haverá depois de ti. Dou-te além disso, o que não pediste: riquezas e glória, de tal modo que não haverá quem te seja semelhante entre os reis durante toda a tua vida. E, se andares em meus caminhos e observares os meus preceitos e mandamentos, como o fez Davi, teu pai, prolongarei tua vida”. I Reis 3:6,9-14.

No leito de morte, Davi chama seu amado filho Salomão (também chamado Jedidiá, que em hebraico significa o Amado do Senhor), e lhe proclama que ele será seu sucessor ao trono. Mas para que sua vida seja vitoriosa, Davi clama para que sempre ande nos caminhos do Senhor. Neste momento, ele fala não apenas como pai ou rei, mas como um homem que experimentou a vida em suas duas faces, pois enquanto andou na presença de Deus foi grandiosamente abençoado, e quando pecou sofreu as consequências dos seus atos. Então ele sabia como se deve portar, e recomendou isso ao filho. Salomão sabendo e reconhecendo todas essas coisas, levantou seu clamor em humildade ao Senhor, pedindo por sabedoria para conduzir seu rebanho, mas sabendo também que se não andasse nos caminhos do Senhor, de nada isso adiantaria.
Na Bíblia, uma das falas que mais se repetem é “andar no caminho do Senhor”, do Velho ao Novo Testamento, ela é sempre enfatizada, mas, do passado até os nossos dias, é a menos aplicada.
O mundo é movido por constantes interesses: pensa-se em riquezas, em glória, em vingança, em vaidade, em amores carnais, mas não em saber, não em conhecimento da Palavra de Deus. As orações das pessoas estão repletas de vaidades, futilidades e egoísmos e a fé tem estado tão longe, tem se afastado tanto como os pássaros que migram para trocar de estações. No verão, os pássaros da fé voltam, geralmente quando acontece de se receber uma graça ou quando há abundância; mas quando não se têm as orações atendidas de imediato, os pássaros fogem do inverno, ou seja, a fé desaparece.
Constantemente temos a mente como um ninho vazio, pois não há habitante nele. Podemos ver a quantidade de pessoas que se suicidam, entram em depressão, blasfemam e cometem os erros mais sórdidos, apenas por alegarem um vazio em suas almas. Que outra coisa é esse vazio senão a ausência do Senhor no coração...
Mas vejamos este exemplo de Salomão, ele se tornara rei, não precisava de nada, podia governar ao seu bel-prazer e fazer do povo o que quisesse, mas não foi este o seu pensamento, ele pensou em Deus, naquele Deus sempre presente e disposto a auxiliar, e pediu apenas o saber para agir justamente. Quão grande foi o galardão de Salomão neste instante diante do Senhor! E pela humildade e honestidade, Deus concedeu-lhe até mesmo todas as outras coisas que não pedira.
Temos de prestar atenção neste exemplo, não orar a Deus pedindo por superficialidades, mas sim por algo que realmente valha a pena. Sejamos sábios, como o foi Salomão! Peçamos sabedoria assim como ele para ser justo, para conhecer o bem do mal; peçamos felicidade, justiça e saúde não apenas para nós e para os nossos, mas para todos, até mesmo para nossos inimigos e outras nações; peçamos a paz, não apenas pelo nosso país, mas pelo mundo, pois aquele que cuida pelos outros, o próprio Deus é quem nos cuida e aos nossos.
Não sejamos covardes, nem materialistas, não façamos do nosso momento íntimo com Deus um comércio, não transformemos nossas orações em cartões de crédito, nada levaremos deste mundo.
Mas com certeza, se agirmos com fé, justeza e sabedoria, o Senhor nos abençoará e nos acrescentará as outras coisas. Mas não invoquemos seu nome em vão e nem arrogantes, pois como Ele disse não apenas para Salomão, mas para todo o povo reunido no templo recém construído : “Se o meu povo sobre o qual foi invocado o meu nome, se humilhar e se procurar minha face para orar, se renunciar ao seu mau procedimento, escutarei do alto dos céus, e sanarei sua terra” (II Crônicas 7:14), ou seja, apenas com humildade e servidão à sua Palavra, somente desta forma é que Ele estará presente.


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