“Guarda os preceitos do Senhor, teu Deus; anda em seus caminhos, observa
suas leis, seus mandamentos, seus preceitos e seus ensinamentos. [...] Deste
modo serás bem sucedido em tudo o que fizeres e em tudo que empreenderes”.
I Reis 2:3.
No leito de morte, Davi
chama seu amado filho Salomão (também chamado Jedidiá, que em hebraico
significa o Amado do Senhor), e lhe proclama que ele será seu sucessor ao
trono. Mas para que sua vida seja vitoriosa, Davi clama para que sempre ande
nos caminhos do Senhor. Neste momento, ele fala não apenas como pai ou rei, mas
como um homem que experimentou a vida em suas duas faces, pois enquanto andou
na presença de Deus foi grandiosamente abençoado, e quando pecou sofreu as consequências dos seus atos. Então ele sabia como se deve portar, e recomendou
isso ao filho. Salomão sabendo e reconhecendo todas essas coisas, levantou seu
clamor em humildade ao Senhor, pedindo por sabedoria para conduzir seu rebanho,
mas sabendo também que se não andasse nos caminhos do Senhor, de nada isso
adiantaria.
Na Bíblia, uma das falas
que mais se repetem é “andar no caminho do Senhor”, do Velho ao Novo
Testamento, ela é sempre enfatizada, mas, do passado até os nossos dias, é a
menos aplicada.
O mundo é movido por
constantes interesses: pensa-se em riquezas, em glória, em vingança, em vaidade,
em amores carnais, mas não em saber, não em conhecimento da Palavra de Deus. As
orações das pessoas estão repletas de vaidades, futilidades e egoísmos e a fé
tem estado tão longe, tem se afastado tanto como os pássaros que migram para
trocar de estações. No verão, os pássaros da fé voltam, geralmente quando
acontece de se receber uma graça ou quando há abundância; mas quando não se têm
as orações atendidas de imediato, os pássaros fogem do inverno, ou seja, a fé
desaparece.
Constantemente temos a
mente como um ninho vazio, pois não há habitante nele. Podemos ver a quantidade
de pessoas que se suicidam, entram em depressão, blasfemam e cometem os erros
mais sórdidos, apenas por alegarem um vazio em suas almas. Que outra coisa é
esse vazio senão a ausência do Senhor no coração...
Mas vejamos este exemplo
de Salomão, ele se tornara rei, não precisava de nada, podia governar ao seu
bel-prazer e fazer do povo o que quisesse, mas não foi este o seu pensamento,
ele pensou em Deus, naquele Deus sempre presente e disposto a auxiliar, e pediu
apenas o saber para agir justamente. Quão grande foi o galardão de Salomão
neste instante diante do Senhor! E pela humildade e honestidade, Deus
concedeu-lhe até mesmo todas as outras coisas que não pedira.
Temos de prestar atenção
neste exemplo, não orar a Deus pedindo por superficialidades, mas sim por algo
que realmente valha a pena. Sejamos sábios, como o foi Salomão! Peçamos
sabedoria assim como ele para ser justo, para conhecer o bem do mal; peçamos
felicidade, justiça e saúde não apenas para nós e para os nossos, mas para
todos, até mesmo para nossos inimigos e outras nações; peçamos a paz, não
apenas pelo nosso país, mas pelo mundo, pois aquele que cuida pelos outros, o
próprio Deus é quem nos cuida e aos nossos.
Não sejamos covardes, nem
materialistas, não façamos do nosso momento íntimo com Deus um comércio, não
transformemos nossas orações em cartões de crédito, nada levaremos deste mundo.
Mas com certeza, se
agirmos com fé, justeza e sabedoria, o Senhor nos abençoará e nos acrescentará
as outras coisas. Mas não invoquemos seu nome em vão e nem arrogantes, pois
como Ele disse não apenas para Salomão, mas para todo o povo reunido no templo
recém construído : “Se o meu povo sobre o qual foi invocado o meu nome, se
humilhar e se procurar minha face para orar, se renunciar ao seu mau
procedimento, escutarei do alto dos céus, e sanarei sua terra” (II Crônicas
7:14), ou seja, apenas com humildade e servidão à sua Palavra, somente desta
forma é que Ele estará presente.
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