Os Dons Ministeriais

Para cada pessoa o Senhor
concedeu dons, lembremos no início, das histórias de João Batista, Paulo, Amy e
Vilma, escolhidos para a grande seara. E estes dons podem ser os mais vários,
tais como: evangelizar pessoas de um outro país, levar a palavra para os
pobres, as prostitutas, os drogados, os mendigos e enfermos; ministrar numa
igreja, atender como mantenedor de uma instituição religiosa; dar testemunho de
vida para outras pessoas; ensinar a palavra para os mais jovens; atuar num
ministério de louvor, etc.
Duas passagens há
claramente na Bíblia que mostram que a cada pessoa compete uma atividade
escolhida por Deus, são elas:
“Ide por todo o mundo e pregai o evangelho a toda criatura. Quem crer e
for batizado será salvo; quem, porém, não crer será condenado. Estes sinais hão
de acompanhar aqueles que crêem: em meu nome, expelirão demônios, falarão novas
línguas, pegarão em serpentes; e, se alguma coisa mortífera beberem, não lhes
fará mal; se impuserem as mãos sobre enfermos, eles ficarão curados”.
(Marcos 16:15-8).
“A uns estabeleceu Deus na igreja, primeiramente, apóstolos;
em segundo lugar, profetas; em terceiro lugar, mestres; depois, operadores de
milagres; depois, dons de curar, socorros, governos, variedades de línguas.
Porventura são todos apóstolos? Ou, todos profetas? São todos mestres? Ou,
operadores de milagres? Têm todos dons de curar? Falam todos em outras línguas?
Interpretam-nas todos?” (1Coríntios 12:28-30).
Temos como principal
fonte de recebimento de dons, a crença no Evangelho e o recebimento do batismo;
ou seja, a partir do instante em que entregamos a nossa vida para Cristo, Ele
começará a fazer a obra em nossas vidas, levando-nos para o caminho que melhor
Lhe aprouver. E para isto existem os dons ministeriais.
Primeiramente, Paulo cita
os apóstolos. Segundo o dicionário Aurélio,
apóstolo (grego - apóstolo) é um
propagador de idéia ou doutrina. Lembremos que Jesus quando encontrou-se com
Pedro e André lhes disse: “Vinde após
mim, e eu vos farei pescadores de homens” (Mateus 4:19), e disse ainda: “E o que ceifa recebe o galardão, e ajunta
fruto para a vida eterna; para que, assim o que semeia como o que ceifa, ambos
se regozijem. Porque nisto é verdadeiro o ditado, que um é o que semeia, e
outro o que ceifa. Eu vos enviei a ceifar onde vós não trabalhastes; outros
trabalharam, e vós entrastes no seu trabalho”. (João 4:36-8). Jesus
preparou seus discípulos para colherem o fruto que Ele mesmo havia plantado e
divulgarem para todas as nações a palavra de Deus com autoridade, sabedoria e
poder, seriam eles então divulgadores, propagadores do ensinamento de Cristo.
No dicionário Aurélio, profeta (grego – prophetes) é aquele que prediz o futuro,
esta afirmação está correta e ao mesmo tempo errada, pois apenas Deus é quem
capacita para esse serviço. Na Bíblia, profeta era aquele que ouvia a voz de
Deus, as Suas recomendações e levava ao povo, como Elias e Isaías o fizeram. “Depois disto, ouvi a voz do Senhor, que
dizia: A quem enviarei, e quem há de ir por nós? Disse eu: eis-me aqui,
envia-me a mim. Então disse ele: vai e dize a este povo”. (Isaías 6:8-9).
Não é qualquer pessoa que é designada para esta função, o próprio Jesus
acautela o povo sobre a vinda de falsos profetas: “Acautelai-vos dos falsos profetas, que se vos apresentam disfarçados em
ovelhas, mas por dentro são lobos roubadores. Nem todo o que me diz: Senhor,
Senhor! entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que
está nos céus”. (Mateus 7:15, 21). Na Bíblia, ainda são apresentadas as
visões apocalípticas de João predizendo os acontecimentos vindouros. Este é um
ministério ainda hoje existente, mas que deve ser totalmente voltado para o
Senhor, pois os adivinhos, mágicos e necromantes herdarão apenas as cruciais
palavras do Mestre: “Apartai-vos de mim,
os que praticais a iniqüidade”. (Mateus 7:23).
Ainda consultando o Aurélio, vemos que mestre (latim – magister) é o que serve de base, o que
guia, o que ensina. Mestre num contexto evangelístico pode ser designado como
aquele que é responsável pela devida transmissão e entendimento da palavra de
Deus, ele é o ministro do evangelho, pastor ou padre, educador e semeador.
Vejamos o acontecido a Filipe. Ele recebeu a ordem dum anjo de Deus para
dirigir-se à região de Gaza, e no caminho encontrou um eunuco que tentava
decifrar as Escrituras. “Correndo Filipe,
ouviu-o ler o profeta Isaías e perguntou: Compreendes o que vens lendo? Ele
respondeu: Como poderei entender, se alguém não me explicar?”. (Atos
8:30-1). Então Filipe explicou a palavra para o homem, e este pôde enfim
compreender o mistério de Cristo e aceitar o batismo. Imagine a
responsabilidade de Filipe neste momento se ele não tivesse sido doutrinado na
verdadeira palavra de Cristo, ele poderia ter feito a alma do eunuco até mesmo
perder-se; mas como era homem de Deus, recebeu capacitação para ensinar. A
parábola do cego que guia outro cego é um exemplo de que antes de levarmos os
ensinamentos às outras pessoas, devemos primeiramente ser humildes e deixar que
o Espírito Santo faça sua obra sobre nós.
Os próximos ofícios a
serem citados são os operadores de milagres e curandeiros do Senhor, mas Cristo
novamente adverte: “pois surgirão falsos
cristos e falsos profetas, operando sinais e prodígios, para enganar, se
possível os próprios eleitos” (Marcos 13:22). Aquele que é verdadeiramente
capacitado para a seara do Senhor receberá seus dons, podendo ser de operar
milagres, curar enfermos, falar em línguas, etc.
Ainda existem mais ministérios,
tais como: o ministério de louvor e dança (Davi dançava, tocava harpa e
compunha os hinos de adoração ao Senhor); o ministério da escrita (Salomão foi
o autor de inúmeros cânticos, textos poéticos e provérbios); o ministério
feminino (tendo como uma de suas expoentes, a profetisa Ana); o ministério com
crianças (constatado em várias passagens do Antigo Testamento e reafirmado por
Jesus em Marcos capítulo 10, versículo 14: “Deixai
vir a mim os pequeninos”); o ministério dos mantenedores (pessoas com
condições financeiras para auxiliar o sustento da obra, como o rei Ezequias);
dentre outros.
Com base nessa
multiplicidade de funções que o Senhor oferece, estejamos em constante oração
pedindo capacitação e direcionamento para a que melhor for da vontade Dele para
nós.
“Servi uns aos outros, cada um conforme o dom que recebeu, como bons
despenseiros da multiforme graça de Deus. Se alguém fala, fale de acordo com os
oráculos de Deus; se alguém serve, faça-o na força que Deus supre, para que em
todas as coisas, seja Deus glorificado, por meio de Jesus Cristo, a quem
pertence a glória e o domínio pelos séculos dos séculos”. (1Pedro 4:10-1).
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