Vida de Oração

“Perseverai na oração, vigiando com ações de graças. Suplicai, ao mesmo
tempo, também por nós, para que Deus nos abra porta à palavra, a fim de
falarmos do mistério de Cristo, pelo qual também estou algemado; para que eu o
manifeste, como devo fazer”. (Colossenses 4:2-4)
Quando o apóstolo Paulo
escreve esta carta aos Colossenses indica-lhes a importância de uma vida de
oração para toda aquele que se compromete com a obra de Deus. E não apenas
orando e suplicando por nós mesmos, mas sim, atuando com a intercessão para que
outras pessoas que estejam cativas sejam libertadas e para que a palavra de
salvação possa chegar a todo ouvido.
Para Stormie O’Martian,
em seu livro O Poder da Mulher que Ora,
“A oração é a maior dádiva que podemos oferecer a qualquer pessoa. É claro que
se alguém precisa de comida, roupas e um lugar para morar, essas necessidades
também devem ser supridas. No entanto, ao doar dessa maneira, não podemos
deixar de orar por essas pessoas também. As coisas materiais são temporárias,
mas as orações que fazemos por outra pessoa podem afetá-la por toda a sua
vida”.
Portanto, precisamos ter
um compromisso de fé, conversando com o Senhor todo o tempo, orando e
permanecendo firmes na palavra.
Quando Isaías profetiza
sobre a vinda do Cristo, ele afirma no capítulo 35, versículo 3 para que: “Fortalecei as mãos frouxas e firmai os
joelhos vacilantes”, ou seja, para que o povo entre em profundo espírito de
oração para interceder pela vinda do Salvador.
Também nós, que já
conhecemos o chamado e as posturas que devemos adotar, precisamos perseverar em
oração. Não simplesmente fazendo pedidos egoístas ou fúteis, pois hoje em dia,
muitas orações estão repletas de vaidade, quando o certo era estar glorificando
ao Pai e intercedendo para que toda a palavra seja conhecida pelos povos da
Terra.
Muitas vezes não sabemos
orar como convém, mas o próprio Cristo nos ensinou como através da oração do
Pai Nosso:
“Pai nosso, que estás no céu, santificado seja o teu nome; venha o teu
reino, faça-se a tua vontade, assim na terra como no céu; o pão nosso de cada
dia dá-nos hoje; e perdoa as nossas dívidas, assim como nós temos perdoado aos
nossos devedores; e não nos deixes cair em tentação; mas livrá-nos do mal, pois
teu é o reino, o poder e a glória para sempre. Amem”.(Mateus 6:9-13).
Mas antes, vamos
salientar o seguinte: Não é simplesmente repetir essa oração todos os dias,
como se fosse uma ladainha ou algo para ser decorado; não foi este o propósito
de Jesus quando a ensinou. O que Ele nos quis mostrar é como nos devemos
dirigir ao Pai, e por meio dessa oração deu-nos um esquema de cinco formas de
agir:
1.
Sempre
que nos dirigimos a Deus devemos primeiramente engrandecê-lo, adorá-lo, mostrar
o quanto Ele é importante para nós e afirmar o Seu poder perante nossas vidas,
esta primeira parte vemos no versículo 9.
2.
Num
segundo momento, entregamos nossa vida ao Criador, para que Ele nos conduza
segundo os Seus preceitos, apoderando-se de nossa vida totalmente, tirando todo
o egocentrismo e vaidades do nosso coração e nos capacitando, isto está no
versículo 10.
3.
Colocamos
então com humildade as nossas necessidades perante Deus, despojamo-nos de nossa
bagagem e pedimos auxílio Àquele que nos criou e por amor a nós à morte se
entregou, eis o verso 11.
4.
Intercedemos
agora pela vida de nossos entes e dos nossos inimigos, para que o Senhor
coloque em nosso coração o amor genuíno ao próximo e liberte-nos das garras do
maligno, versículo 12-3.
5.
Ao
fim, agradecemos mais uma vez ao Salvador e reconhecemos que tudo está em Suas
mãos, que Ele como Senhor de todas as coisas tem o poder absoluto para intervir
em nossas vidas, assim termina o verso 13.
E assim como foi feito,
devemos confiar “que, se pedirmos alguma
coisa segundo a sua vontade, ele nos ouve. E, se sabemos que ele nos ouve
quanto ao que lhe pedimos, estamos certos de que obtemos os pedidos que lhe
temos feito”. (1João 5:14-5)
Outra forma de oração que
ainda suscita muitas questões é a oração em línguas (ou a linguagem dos anjos,
para os católicos carismáticos). Em Efésios, capítulo 6, versículo 18, diz-nos
Paulo: “Com toda oração e súplica, orando
todo o tempo no Espírito Santo e para isto vigiando com toda a perseverança e
súplica por todos os santos” e ainda diz-nos mais: “Dou graças a Deus, que falo em línguas mais do que vós todos”.
(1Coríntios 14:18).
Neste caso, é
interessante o parecer do Pastor Luciano Subirá em seu livro A Linguagem Sobrenatural de Oração: “A
definição costumeira do que é o falar em línguas, é a de que ele é a evidência
do batismo no Espírito Santo. Mas isto é limitar o que Deus planejou. Ao olhar
para o falar em línguas somente como evidência do batismo no Espírito Santo, estamos
perdendo, pois as línguas são muito mais que isto! A promessa de Jesus não
termina no dia do batismo no Espírito no dia de Pentecostes, apenas se inicia
como uma evidência deste e então se estende a outras áreas como a edificação
espiritual”.
Na oração em línguas,
mistérios são trocados entre o ser humano e o seu Salvador, como se fosse uma
linha direta, um canal de acesso entre o carnal e o espiritual, servindo para a
edificação pessoal e coletiva, quando seguida de interpretação. Essa é uma
oração gloriosa, aonde apenas o espírito intervém, deixando a mente infrutífera
para se concentrar unicamente nesse diálogo de gemidos inexprimíveis. Pois como
ainda diz Paulo: “Porque se eu orar em
língua, o meu espírito ora”. (1Coríntios 14:14).
Devemos buscar a presença
de Deus, orando tanto com o nosso entendimento através da forma que Jesus nos
ensinou, como também pedindo a manifestação do Espírito Santo sobre nós, para
que sejamos edificados pelo falar em línguas.
Uma vida de oração, não
representa que você tenha de ficar 24 horas falando sem parar com Deus
(mentalmente, verbalmente ou em línguas), mas sim, que deve procurar sempre
encontrar tempo para se prostrar em humildade diante do Senhor, dirigindo-se a
ele em espírito de fé e adoração. A sua própria existência pode representar uma
vida de oração, quando você costuma sempre agradecer a Deus pelo que tem e pelo
que Ele é, andando com mansuetude e obediência à palavra, arrependo-se e não
compactuando com o pecado, intercedendo pelas demais pessoas e mostrando pela
sua própria conduta uma vida de santidade.
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